Economia Doméstica
Economia Doméstica – Deverá incluir os Currículos Escolares?
Ao delinear a Economia Doméstica como tema central do projecto de intervenção a desenvolver na Quinta Pedagógica dos Olivais, tomei contacto pela primeira vez com esta temática de conhecimento. Embora se encontre presente em currículos escolares de alguns países do mundo, em Portugal isso não se verifica; tentar reconhecer as vantagens dessa realidade é o que pretendo concretizar neste texto.
Quando se ensina Economia Doméstica a crianças, pretende-se sobretudo que estas adquiram conceitos que remetem para a poupança e gestão de dinheiro, evitando o desperdício e o consumo desenfreado. Estimula-se nas crianças o sentido de que o dinheiro deverá servir para comprar coisas que realmente necessitam e que condicionam o seu nível de vida. A questão da poupança é para mim uma das mais importas, isto porque se estimularmos as gerações mais novas desde cedo a fazerem as suas poupanças para as empregarem em realmente algo que desejam, isso transfere-se para a vida adulta e ajudará os mesmos a gerir os seus custos. De uma forma sintética pode afirmar-se que a Economia Doméstica ajuda-nos a utilizar o dinheiro, canalizando o seu emprego em bens ou serviços que verdadeiramente necessitamos, escapando ao esbanjamento.
Contudo a questão que se levanta é se de facto a Economia Doméstica deveria incorporar os currículos escolares. Não sendo de todo uma especialista na temática, cinjo-me apenas a deixar a minha opinião: a Economia Doméstica deveria ser incluída nos currículos escolares, não sendo necessária a criação de uma disciplina específica para o efeito, as dimensões teóricas inerentes ao tema poderiam ser abordadas na disciplina de Matemática. Onde de uma forma dinâmica os alunos aprenderiam Matemática e Economia Doméstica em simultâneo, tendo então aqui o seu primeiro contacto com conteúdos que transportados para a vida real se tornam bastante benéficos. Aquilo que eu penso que se destaca na importância de aprender Economia Doméstica é a vertente prática destes conhecimentos, ou seja a utilidades que os mesmos representam na vida quotidiana de todos nós. E numa sociedade onde os problemas económicos parecem despontar a grande velocidade, há que tentar preparar as gerações futuras para colmatar essas falhas e evitar situações idênticas.

